| Praia do Pesqueiro permite contato intenso com a natureza |
| Agência Estado | ||||||
| 31-Jul-2009 | ||||||
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A Praia do Pesqueiro, em Soure, passa a primeira metade do ano banhada por água doce e a outra, pelo Oceano Atlântico. Entre janeiro e junho, período das chuvas na Ilha de Marajó, na foz do Rio Amazonas, o volume da Baía de Guajará chega a formar pequenas ondas que quebram na areia branquinha. Nos outros meses, a seca baixa o nível do rio e o mar consegue se aproximar da orla. Independentemente da época do ano, quiosques e coqueiros embelezam a paisagem e tornam a praia o cartão-postal de Soure. Além de proporcionar um aperitivo daquilo que a ilha oferece de melhor: contato intenso com a natureza. Com o período de seca, que começa agora, a região fica especialmente interessante para quem quer observar aves. Guarás-vermelhos, garças azuis, colhereiros e gaviões enfeitam os ares. Viajantes independentes não encontram problemas. Soure é a segunda parada do trajeto por terra depois de 3 horas de navegação até o Porto de Camará, destino das barcas que saem de Belém ou dos ferryboats para carros, cuja travessia começa ainda em Vila de Icoaraci. A também turística Salvaterra surge antes, após 30 quilômetros de asfalto. Esse trecho você vence em vans ou caminhonetes, na companhia de moradores. Depois, é só atravessar de barca (de graça para pedestres) o Rio Paracauari ou pegar carona com um pescador, por R$ 1,50. Este lado, a leste da ilha, tem a paisagem dominada pelo cerrado e pelos búfalos. O animal é o símbolo local - estima-se que existam três deles para cada um dos 250 mil habitantes. Para pegar praia, além da sazonal Pesqueiro, em Soure, há outras faixas de areia muito bem cotadas. Salvaterra tem a Praia Grande, com pedras que lembram rochas vulcânicas. Na Praia de Joanes estão as ruínas das primeiras construções da ilha, de 1617, erguidas pelos jesuítas com pedras e óleo do peixe gurijuba. Hotéis e pousadas agendam passeios pelos igarapés. Chega-se de barco ou canoa a esses riachos que cortam a mata e suas raízes entrelaçadas e deságuam em rios maiores. Por R$ 30 por pessoa, a Pousada dos Guarás leva os turistas aos igarapés do Paracauari em pequenos barcos pesqueiros, controlados por piloteiros com tanta prática que chegam a operar o timão com os dedos dos pés. Já o passeio da Fazenda Araruna pelos igarapés Limão e Manguinho é feito em canoas a remo - que na região recebem o nome de montaria - e custa R$ 40 por passageiro. Os hotéis e as pousadas também cuidam de programar apresentações de grupos de carimbó como o Sabor da Terra. Herdada dos índios tupinambás, a sensual dança folclórica é apresentada por casais. Homens vestem calça curta e camisa leve; mulheres, saias rodadas e coloridas. Marajó tem uma área equivalente às de Alagoas e Sergipe somadas. No lado oeste da ilha, de acesso mais difícil - são 12 horas de navegação a partir de Belém ou cerca de meia hora em voo fretado -, o cerrado dá lugar à mata densa e úmida da floresta amazônica Breves é a principal cidade da região e a maior de Marajó, com uma população de 99 mil habitantes. De lá saem os passeios até os igarapés e as caminhadas pela floresta.
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